

Nascido no Funchal, na Ilha da Madeira, em 1930, Herberto Helder, que mora em Lisboa desde 1945, estreou em 1958 com o livro A colher na boca. Publicou ainda O bebedor noturno (1968), As magias (1987) e Doze nós numa corda (1997), entre outros. Em 1994, publicou Do mundo, obra pela qual recebeu o Prêmio Pessoa, que preferiu não receber publicamente, sob a alegação de não pretendia romper um comportamento de reclusão voluntária a que se decidira entregar há muito tempo.
Por essa mesma razão, recusou uma premiação do Pen Clube de Portugal em 1982 pelo livro A cabeça entre as mãos e, em 2000, deixou de comparecer ao Salon du Livre, em Paris, para receber outra homenagem. Mas não é só. A grande maioria de seus livros, como observa o editor Sergio Cohen na apresentação, nada traz que nos informe sobre eles, ou a respeito do autor, a não ser o próprio texto.
É uma postura radical, de abominação a tudo o que de fútil a vida pública traz, mas, ao mesmo tempo, como geralmente ocorre, esse comportamento só faz crescer o mistério que cerca o autor, repetindo-se assim o que se dá no Brasil com o contista Dalton Tresivan e na literatura norte-americana com o romancista J. D. Salinger.
Herberto Helder, um dos maiores poetas portugueses do século XX. Considerado um clássico da literatura portuguesa contemporânea, Os passos em volta é uma reunião de pequenas narrativas, muitas delas excertos de prosa poética do mais alto nível.

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Hilda Hilst
Nasceu em Jaú, São Paulo, aos 21 de Abril de 1930. Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco), formando-se em 1952. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas (SP), onde ainda reside. Ali dedica todo seu tempo à criação literária.
Poeta, dramaturga e ficcionista, Hilda Hilst escreve há quase cinqüenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do país.
Participa, desde 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
Seu arquivo pessoal foi comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio, Instituto de Estudos de linguagem, IEL, UNICAMP, em 1995, estando aberto a pesquisadores do mundo inteiro.
Alguns de seus textos foram traduzidos para o francês, inglês, italiano e alemão. Em março de 1997, seus textos Com os meus olhos de cão e A obscena senhora D foram publicados pela Ed. Gallimard, tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.

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Camilo Pessanha nasce em Coimbra em Setembro de 1867, filho ilegitimo
de um magistrado e de uma mulher humilde. Cria um certo gosto pela aristocracia
e pela simplicidade das coisas. Na sua vida, passa pela doença e por um vício: o ópio.
Em 1891 forma-se em Direito em Coimbra, partindo três anos depois para Macau,
como professor de Liceu. Entretando alguns dos seus poemas sãopublicados
em alguns jornais de província e revistas.É como Conservador
do Registo Predial de Macau, que aparece em 1900, regressando
a Lisboa em 1905.Em 1916, voltam a ser publicados alguns dos seus
poemas na revista Centauro. Morre a 1 de Março de 1926 em Macau,
deixando aos poetas da sua época um contributo
literário marcadamente simbolista.

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